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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Os tipos de Obesidade


Existem diversos tipos de obesidade.   Diante desta afirmativa, você pode se perguntar, como eu me perguntei, do que adianta ter esta informação se independente do tipo, a obesidade resulta meramente num corpo GG: grande e gordo.
Pois bem, descobrir e entender em que tipo de obesidade você se enquadra pode lhe fornecer pistas de COMO e PARA QUÊ você engordou.  E este entendimento já é um passo para superar a obesidade.  Então vamos entendê-la:
1. OBESIDADE GENÉTICA - Menos de 1% dos obesos são portadores deste tipo de obesidade.  Corresponde aos portadores de doenças que fazem engordar.  Necessitam de acompanhamento médico e utilizam medicações ininterruptamente.
2. OBESIDADE FABRICADA - Se inicia na infância, quando a pessoa não tem condições de recusar comida, ou com constantes insistências por parte dos pais.  Para estes indivíduos, fica a mensagem de que é preciso comer para agradar, ser aceito, pertencer à família.  Geralmente, estas famílias se reúnem em torno da mesa e prolongam ao máximo o momento agradável das refeições.  Também é comum não perceberem seu problema com o excesso de peso e se um dos familiares decide emagrecer, enfrenta a oposição da família.
3. OBESIDADE SITUACIONAL - O comer excessivo se inicia em momentos de grande estresse ou desconforto e em geral dura enquanto a situação que está causando o desconforto dura.  Quando esta situação dura muito, o comer descontrolado  pode virar vício e trazer a instalação da obesidade.  Também pode estar associada à situações passadas que ficaram arquivadas no inconsciente.  Enquanto não se toma consciência disso, não se consegue um emagrecimento eficaz e duradouro.
4. OBESIDADE TEMPORÁRIA - O equilíbrio do peso é alterado por alguma circunstância específica (gestação, doença, férias, etc) e tão logo voltem às suas rotinas os indivíduos tem seu peso reestabelecido.  Em certos casos, as pessoas encontram dificuldade para emagrecer devido ao hábisto adquirido de comer à toa.
5. OBESIDADE CULTIVADA E IRREFLETIDA - A engorda se deve à alguma modificação na vida que dissociou o ato de comer da necessidade de nutrir o corpo (casamento, mudança de cidade, etc) e também à associação do ato de comer às atividades  sociais e profissionais.
Agora que já conhecemos os tipos de obesidade, vamos refletir sobre nossos hábitos alimentares, sobre como engordams e como nos mantemos gordos.  Qual seria então, o tipo de obesidade que carregamos?

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Muito de minha engorda, vem da infância.  Não tenho uma família gorda e que se reúne à mesa, mas nossas refeições eram um momento muito agradável e de muita paz.  Lembro de meu pai, falando que precisávamos comer todos juntos pois assim meu irmão (que era "péssimo" pra comer - hoje entendo que ele comia apenas o que cabia em seu estômago) comeria mais (olha que absurdo!!!) e acho que um pouco do meu comer descontrolado vem daí também, de eu querer mostrar que "comia bem", logo, eu tenho um quesinho de obesidade Fabricada.  Mas, sem a menor dúvida, a maior parcela de minha obesidade vem da necessidade de, utilizando um casacão de gordura me proteger "do que acontece com mulher na rua".  Moro numa rua tranquila e tínhamos os amiguinhos que brincavam juntos por aqui.  Mas meu queimado sempre acabava mais cedo porque "mulher na rua engravida ou vira piranha, ainda mais bonitinha como você" e eu, que na época não sabia me defender de outra maneira, virei gordinha...deixei de ser bonitinha pra virar "gorda, baleia, saco de areia" e assim não "engravidar e nem virar piranha" é desta época também que vem o meu medo de ser mãe.  Quando traço metas para 1, 2, 5 e 10 anos, em nenhuma das linhas consigo escrever "ter um filho", mesmo já tendo 27 anos e sabendo que minhas metas são para 28, 29, 32 e 37 anos!!!  E mesmo sabendo que eu quero ser mãe...mas me resta ainda, em algum lugar, a ideia de que "é cedo", "está errado". E o link pro "casacão de gordura" se fazia toda vez que eu precisava me sentir protegida.  Era só comer um monte de besteira que minha armadura ficaria devidamente reforçada!  Mas que besteira, tenho 27 anos, sou uma mulher adulta, sei muito bem me proteger de diversas situações.  Sei como não engravidar e tenho certeza absoluta de que não vou virar piranha...rsrsrsrs.  Minha armadura não serve mais.  Hoje sei também, pedir para Deus me confortar me proteger.  Aprendi a pedir um abraço pro meu irmão nos momentos difíceis em família, ou como diz meu amor "bolinha" (quando ele vê que eu estou muito chateada ele me deita no colo dele e me abraça por baixo dos joelhos e dos braços, me fazendo uma bolinha e fica me sacudindo, quase ninando) pra me sentir amada, aceita e porque não protegida?  Afinal, quem se sentiria desamparada nos braços de um homem lindo, forte e alto como é o meu namorado?
Uma hora as fichas caem, e quando isto acontece, os botões do casacão arrebentam, ficando mais fácil de tirar!
Um abraço (sem casacão!!!)
Amanhã, o detalhamento dos tipos de fome, imperdível!

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Recadinho pra Shelly: amiga, não estou conseguindo comentar no seu blog faz dias!!!